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Maria Inês.

por Inês Saraiva

Maria Inês.

por Inês Saraiva

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...

 

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...

Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,

Porque eu sou do tamanho do que vejo

E não do tamanho da minha altura...

 

Nas cidades a vida é mais pequena

Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,

Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,

Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,

E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

(s.d.“O Guardador de Rebanhos”. In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa. (Nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (10ª ed. 1993).)

 

 

Depois do post em que o destino é a Cidade Falcão, achei que este poema que adoro fazia todo o sentido. Do alto da minha terra, do Castelo da minha cidade.

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Maria Inês.