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Maria Inês.

por Inês Saraiva

Maria Inês.

por Inês Saraiva

#prayforparis

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 Não posso, ninguém pode ficar indiferente aos crimes praticados contra a humanidade. Aos crimes que nos afectam a todos. Que põem em causa a nossa liberdade, a nossa segurança, mas que acima de tudo põem em causa o valor supremo a Vida!

Nem Deus, pode, ou deve, ser motivo para ataques bárbaros, desculpa para atitudes de violência. Hoje, o mundo não é um lugar seguro. E, tenho medo que nunca mais o volte a ser.

Atentados contra a humanidade como ontem aconteceu no centro de Paris, que chocou o mundo, mais uma vez, e que gerou uma onda de solidariedade em volta do povo francês, faz-nos pensar um pouco mais sobre o mundo em que vivemos. No entanto, não é só de Paris que vos falo, esta chacina acontece também na Síria, e nos países vizinhos, onde em nome de um Deus centenas de pessoas são mortas a sangre frio sem sequer lhes ser dado o direito de defesa, milhares morrem em nome de uma religião, de um auto proclamado estado.

Que estado é este que não reconhece direitos, princípios fundamentais como a Vida, que Deus é este, que luta religiosa é esta, que mata, que chacina?!

Não compreendo e não posso ficar indiferente, ninguém pode! Todos somos chamados a olhar para o mundo, mas e o que fazer? Aqui a revolta cresce ainda mais, as nossas mãos, a maior parte delas encontram-se atadas, e, o sentimento de revolta, a agonia cresce ainda mais.

Paris, no coração da Europa, o país que acolhe uma diversidade de raças, culturas e credos, sofre hoje, o seu coração sangra, mas não pode a diversidade de raças ser atacada cegamente, não podemos olhar para os nossos diferentes em credos e religião como os culpados, em cada esquina não tem que estar um inimigo. Mas, certamente Paris, a cidade do Amor, a cidade que me apaixonou assim que desci no metro La Madeleine pela primeira vez em 2006, está de luto.

E eu, tenho medo, tenho medo do que possa acontecer a quem me é querido e que ali vive, medo por quem não conheço e que também sofre, tenho medo que os nossos sonhos sejam destruídos.

Neste momento as minhas orações, o meu pensamento é dirigido a Paris, e também a todos os outros países, a todas as outras pessoas que "sem nome" sofrem com a guerra por um Deus, quando a religião deveria gerar paz, amor, vida e não o contrário. A minha fé pede pela paz no mundo, pelo fim da carnificina sem nome, sem credo, sem religião.

 

Tenho medo, medo de nunca mais conseguir definir o que é a humanidade.

 

 

 

 

 

Vejo humanos, mas não vejo humanidade.

Maria Inês.